Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog da Jackie
 


UFF - Geografia Econômica - A Globalização e os Processos Industriais

Instituto de Geociências

Departamento de Geografia

Seminário de Geografia Econômica

Prof. Helio de Araújo Evangelista

1º semestre de 2008

 

Componentes do grupo:

 

Gustavo de Carvalho

Jacqueline Cruz

Juliana Couto

Monique Rodrigues

Thalyta Shely

 

 

Introdução:

            A globalização é um processo de grande integração na economia mundial que ocorre com a abertura do comércio internacional. È um mecanismo que procura reduzir os custos e aumentar a produção das mercadorias.

            Com a globalização, as atividades econômicas de diversos países se expandem pelo mundo, o que inclui comércio, produção e atividades financeiras. Porém é através do setor produtivo que a globalização impacta na estrutura e no perfil das economias mundiais.

            Com o progresso da tecnologia e da ciência, tem ocorrido mudanças nas atividades econômicas, no fluxo de informações, pessoal, mercadorias, recursos e também nas atividades industriais, que é o foco desse trabalho, que com a utilização de novas tecnologias, ficam mais rápidos e trazem resultados satisfatórios.

 

 

1ª Revolução Industrial:

 

            Anteriormente à primeira Revolução Industrial, a idéia de lucro das indústrias era baseada na produção de artigos de luxo. Quanto mais exclusivo e caro era a mercadoria, maior seria o lucro. Desse modo, as classes mais pobres ficavam de fora dessa conjuntura, apesar de uma diferenciação entre classes muito menor do que atual.

            Na primeira Revolução Industrial, a matriz energética que movia as indústrias era o carvão. A finalidade era criar produtos de baixo custo para atender até mesmo níveis de demanda que até então não existiam. Como no caso da indústria têxtil, pois antes de ser inventado o tear mecânico a vapor, as roupas eram muito caras, logo, não acessíveis à grande maioria da população, e com a primeira Revolução Industrial, o lucro das empresas passou a ter relação com a necessidade do aumento da demanda , com o barateamento do produto gerado pela maior escala de produção a menores custos. Ou seja, tornou-se necessário que as classes mais pobres passassem a ser consumidores.

            Com esse objetivo de vender produtos baratos e em quantidades grandes para o maior número de pessoas possíveis, é evidente uma contradição. A indústria ainda era bastante dependente da relação mão-de-obra próxima, que abrangia inclusive mulheres e crianças em péssimas condições de trabalho, a matéria-prima que movia as máquinas. Quanto a massa salarial paga pelo capitalista, maior seria seu lucro, mas para que os detentores dos meios de produção  vendessem seus produtos era necessário que houvesse uma população que pudesse comprar esses produtos coisa que tornava-se bastante difícil visto que os salários eram regulados pelo consumo mínimo necessário à reprodução da força de trabalho, contando ainda com a grande facilidade de substituição da mão-de-obra devido ao grande número de desempregados  (o exército industrial de reserva).

            Exportar os produtos para os países que tinham mercado, mas não tinham indústrias, foi a solução para resolver o problema citado acima, o que resultou em vários conflitos já que era necessária dominação politico-econômica (dada através de colonização ou não) e/ou o impedimento do florescimento de indústrias que pudessem competir com os interesses industriais externos.

            Os países industrializados ficavam cada vez mais ricos (através da acumulação pela mais-valia), enquanto os capitalistas mantinham os salários bem baixos, gerando assim lutas de classes, greves e conflitos sociais,reprimidos constantemente com grande violência.

            Devido a essas lutas que reivindicavam melhores salários, menores jornadas de trabalho que até então eram excessivas, e melhores condições de trabalho, junto com o fator de serem essenciais à produção, que o padrão de vida elevou-se nos países industrializados. Essa luta organizou-se em grande parte ao redor do sindicato e ideologias políticas, e essa mesma organização, para a economia clássica vigente à época, era geradora de desemprego e inflação, já que elevava artificialmente os salários. 

 

 

 

2ª Revolução Industrial:

           

            Na segunda Revolução Industrial, muitas coisas já haviam mudado, a maioria dos países percebeu que os países que se industrializavam ficavam mais poderosos e ricos do que os países que se dedicavam a pecuária ou a agricultura. Ficou, portanto, clara a maior capacidade de acumulação, dominação e enriquecimento a partir do processo industrial, sendo que estes fatores cresciam ainda mais com o aumento da mais-valia relativa. Isso acontecia porque reduzia-se o emprego humano nas fábricas, reduzindo a massa salarial, e elevava-se a produtividade, devido à mecanização e otimização da produção, o que conduz a uma maior extração de mais-valia por trabalhador ao mesmo tempo que reduz o número de trabalhadores. Marx concluiu, portanto, que essa contradição capitalista conduziria a seu próprio fim, já que este sistema é, para ele, baseado na exploração e expropriação do trabalho.

            A economia passou a ser baseada no petróleo e na eletricidade, então os lucros não poderiam mais depender da venda de produtos mais baratos. Era preciso vender em grande escala com uma margem menor, para poder competir com outras empresas,já que a produção a partir da indústria do século anterior estava muito mais difundida.Para que ocorresse essa mudança de matriz energética e ascendesse a confecção de novos produtos, mais complexos, era essencial buscar eficiência em desenvolvimento técnico e pesquisa e em termos de propaganda, distribuição e compra de matéria-prima. É importante ressaltar, que ainda hoje o carvão é largamente utilizado. Sua queima tem ainda muita importância para a geração de energia e para a indústria pesada.

            Era preciso ter o domínio de áreas que eram desconhecidas até então pelo empresário tradicional, dessa maneira, foi preciso ter um elevado número de profissionais e de criar grandes estruturas administrativas, aliadas a uma grande necessidade de progresso técnico pela ciência, num processo de proletarização do cientista.

            Com os lucros dependendo cada vez mais de escalas maiores, surgiram dois segmentos: Conquistar novos mercados, mesmo que fosse preciso usar a força e aumentar o mercado interno. Do primeiro segmento surgiu o imperialismo moderno, com o objetivo de criar áreas de influência, onde as empresas se instalavam e exploravam os mercados, exercendo forte influência político-econômica nas áreas dominadas, impedindo, da mesma maneira, o crescimento industrial nacional e explorando mão-de-obra barata, fundamental à manutenção do lucro das empresas.

Já com o segundo segmento, surgiram idéias como as de Henry Ford, para ele os seus funcionários tinham que ter dinheiro para comprar seus carros. Assim, pagando bons salários, para atingir os interesses da própria empresa,fato que era aliado à forte especialização da mão-de-obra e à produção em massa (sem personalização do produto), o que reduzia muito os custos de produção, produtividade e possibilitava uma maior maleabilidade do preço de mercado, ajustável no sentido de garantir e conquistar novos mercados.



Escrito por jackie tequila às 18:16
[] [envie esta mensagem
] []





3ª Revolução Industrial:

 

 

Após a crise do Petróleo em 1973, o capitalismo encontrou dificuldades para o seu crescimento. A dificuldade de manter o Welfare State pôde ser notada ainda na década de 1960 em que o trabalhador visto como consumidor tem sua renda reduzida pela alta inflação e queda do crescimento econômico caracterizado pelo aumento dos preços das matérias-primas e pelo encarecimento da matriz energética.

Dessa forma, no decorrer das décadas de 1970 e 1980, os principais países industrializados demonstraram-se inaptos a vencer a crise econômica, essencialmente estrutural, ao atingir o ritmo de produção de forma negativa, com redução do PIB e da renda dos assalariados, aumento da taxa de juros, alta de preços mesmo com a economia estagnada e instabilidade financeira.

Com o declínio da produtividade nos principais países ocidentais, ficou claro que o antigo modelo econômico internacional, não seria mais capaz de solucionar os graves problemas que apareciam na economia mundial.Alguns dos fatores que causaram esse declínio, foi o surgimento de novas maneiras de organização e administração da produção, criação de novas tecnologias e uma intensiva internacionalização política, econômica, tecnológica, social e cultural, dessa forma o modelo de Henry Ford foi ultrapassado , tornando-se obsoleto frente à toda revolução político-econômico-cultural que ocorria. Essa internacionalização do capitalismo ocorre desde a primeira revolução industrial , e experimentou crescente ganho de importância conforme avançava a segunda revolução industrial e um processo de ápice a partir da terceira. Tal processo é denominado globalização.A crise também se manifestou na falta de inovações tecnológicas que poderiam dinamizar a economia industrial em setores como: metalurgia, transporte, siderurgia, eletroeletrônico, automotivo,podendo encabeçar assim, um novo processo de crescimento. Processo este já bem menos dependente dessa indústria pesada, que apresentou sinais de estagnação tecnológica, e pautado em novas tecnologias, principalmente nos ramos da informática, comunicações etc..

Com a crise se alastrando em países estritamente capitalistas, como Estados Unidos e países da Europa Ocidental, outros países como Alemanha e Japão, começaram a utilizar novas maneiras de organização da produção e do trabalho inserindo inovações tecnológicas. O que desencadeou num aumento da capacidade de competição destes países. Para obter esse aumento, foram introduzidas no processo produtivo inovações tecnológicas, como: complexo microeletrônico como fator expansivo de novas tecnologias de produção.

A globalização possibilitou que as indústrias tivessem acesso a essas mudanças no modelo produtivo, para que pudessem se manter na concorrência entre os países capitalistas. Isso caracteriza, portanto, uma grande importância da inovação e criatividade nos processos produtivo e competitivo mundiais como meios de garantir a sobrevivência e o ganho de mercados por parte das empresas inseridas no contexto global de produção.

O período compreendido entre o final dos anos 80 e início dos 90 foi caracterizado pelo fim do bloco socialista e pela consolidação dos blocos econômicos capitalistas. O efeito desse fato foi uma maior consolidação do modelo socioeconômico capitalista que já se encontrava saindo dos padrões do bem-estar social para um inserido muito mais numa política global e liberal, onde torna-se cada vez mais fundamental a competição e a necessidade da inserção, mesmo das indústrias mais fortes na primeira e segunda revoluções industriais, na rede de comunicações e trocas numa economia mundial, através das inovações trazidas justamente por essa terceira revolução.

A globalização é um movimento de enormes transformações técnicas, sociais, culturais e econômicas que se acentuou a partir da década de 80 caracterizando um processo de grandes mudanças nas sociedades capitalistas, sendo constituída como uma terceira revolução industrial – a Revolução Técnico-Científica-Informacional – não só no interior das industrias (fábricas), mas também em toda a atividade sócio-econômica.

 Outra característica da Terceira Revolução Industrial foi o surgimento de uma nova tecnologia de produção com uma dinâmica oposta a rígida automação fordista, o Toyotismo, criado no Japão, utilizando uma mecanização flexível (múltiplas funções à mão-de-obra), foi adotado pelos países desenvolvidos em geral, a fim de aumentar a produtividade. Há também de se destacar o aparecimento das empresas multinacionais e/ou transnacionais, que existem e sua produção coexiste em diversos países a fim de se obter vantagens no custo de produção e no mercado, porém suas sedes (centros financeiros e de logística) se encontram nos seus países de origem, geralmente em países desenvolvidos, concentrando assim a riqueza gerada por estas empresas, portanto as economias se tornaram internacionalizadas, porém seu lucros e a riqueza permanecem nos países desenvolvidos, sendo distribuídos assim de maneira extremamente desigual. Com todos esses processos ocorrendo é importante salientar que os países desenvolvidos aumentaram seu poder de influência sobre alguns dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, principalmente financeiramente.

 

 

 

Benefício e malefícios da Terceira Revolução Industrial

 

 

 

Benefícios:

 

Os avanços tecnológicos permitiram uma rápida transformação, ou seja, uma melhoria, na possibilidade de armazenamento, distribuição, processamento e transmissão de informações através dos serviços de comunicação. Esse maior conhecimento das técnicas de informação passa a ser um fator condicionante para a inserção de inovações nos processos de administração empresarial, buscando a redução de custos,o aumento do poder competitivo, principalmente a nível internacional, e o aumento dos lucros das empresas

Outro benefício foi a criação na Europa do ISO 9000 (International Organization for Standartization), que visa uma maior normalidade na padronização e modernização dos procedimentos, melhorando assim, na Europa, os serviços e processos industriais, e fazendo uma pressão sobre as empresas para que essas sigam essa normalidade. A padronização dos procedimentos melhora o acesso do consumidor a produtos de qualidade e sua possibilidade de informação acerca dos procedimentos e dessa mesma qualidade do produto que consome, tendo efeitos na competitividade (já que se torna cada vez mais importante à empresa inserir-se nesses padrões para ganhar mercado).

A introdução da cibernética, da robótica, da microeletrônica e da informática, dinamiza o processo produtivo, é uma nova fase do desenvolvimento, que implica alterações tanto nos planos de produção, transporte, comunicação, etc. Portanto, notam-se alterações na qualidade do produto (seja agrário seja industrial), no preço deste, na escala de produção (velocidade e custos do produtor também) e na quantidade de trabalho humano introduzidos nesse processo. Tudo isso decorre desse processo de padronização e tem efeitos sobre ele, já que acaba sendo necessário que a grande empresa se inclua nesses campos caso tenha ambições seja de crescimento seja de manutenção de seu mercado, representando aumento da lucratividade e produtividade.

Avanço tecnológico na automação na prestação de serviços. O setor de serviços viu-se também afetado e “obrigado” a incluir-se nesse novo contexto, o que resulta  também numa busca da redução da parcela humana do capital investido ao mesmo tempo em que é este setor que vem absorvendo o excedente de trabalhadores dos setores primário e secundário. Os avanços técnico-científico-informacionais incluem parte do setor cada vez mais na rede global, enquanto parcelas deste tornam-se grandes geradoras de empregos num contexto onde a agropecuária e a indústria não fazem mais esse papel com a eficiência de outrora.

Para a população, o principal efeito dessa revolução se dá para os que têm condições de se inserirem nessa nova lógica, que demanda não só capacidade de consumo (como nos contextos industriais anteriores), mas também capacidade (também intelectual, técnica) de inserção nas redes de comunicações mundiais. Tornou-se necessário o acesso do “cidadão comum” à Internet, para que se obtenha pelo menos o acesso à informação veiculada em tempo real. Isso representa um grande avanço na qualidade de vida dessa prcela da população, que passa a ter acesso também a uma grande gama de produtos beneficiados pelos novos avanços tecnológicos. 

 

 

Malefícios

 

 

Com os avanços tecnológicos, a informatização, a terceirização, acúmulo de funções, aceleração dos processos produtivos, dentre outros fatores, fizeram com que muitos trabalhadores submetessem ao trabalho informal, à diminuição dos salários, ou à perda de direitos trabalhistas previstos em constituição com a flexibilização adotada pelo governo e pelos empresários que seguem o neoliberalismo.

As novas formas de produção, aprofundaram problemas relacionados ao modo produtivo capitalista, como o desemprego estrutural, ou seja, o trabalho humano passa a desempenhar um papel secundário no processo de desenvolvimento do produto capitalista. Ou seja, a máquina passa a ter um papel muito mais importante no processo, substituindo cada vez mais homens, o que gera problemas de desemprego, desvalorização do ser humano etc..

Torna-se também clara a redução do acesso da população às redes de consumo e informação globais. Ao mesmo tempo em que se torna necessária uma condição socioeconômica melhor do indivíduo para que este se insira na economia global, cresce o desemprego estrutural e o sub-emprego, freqüentemente no setor terciário, o que impede o acesso de grande parte da população, principalmente dos países periféricos, aos serviços e aos níveis de consumo hoje necessários a uma qualidade de vida compatível com os níveis mínimos de inserção nas redes globais. 

 

 

Associação entre o setor industrial e o neoliberalismo

 

O Neoliberalismo iniciou-se nos anos 80 por Margaret Tatcher, foi uma reação ao Welfare State, que era um modelo onde o Estado tinha papel ativo na economia (com geração de renda, assistência, etc.) que surgiu após a 2ª Guerra Mundial. O neoliberalismo é o oposto desse modelo, em que o Estado tem uma presença mínima na economia e no mercado, deixando o setor econômico por conta das empresas. O ideário do neoliberalismo, defendia que o Estado representava um retrocesso à redistribuição dos setores industriais obsoletos daqueles que surgiram com a Terceira Revolução Industrial para aqueles ainda não inseridos na revolução.

De acordo com as teorias neoliberais, apenas as grandes empresas conseguem se manter no mercado. Isso ocorre porque o processo natural de competição e conquista de mercado tende a eliminar os que não conseguem se inserir satisfatoriamente no processo, gerando uma concentração dos meios de produção nas mãos de poucos, formando oligopólios. Isso pode ser interpretado por uma grande contradição do modelo neoliberal, já que este dá importância fundamental à competição, mas a própria competição gera uma redução do seu efeito, com a concentração do capital produtivo. Além do mais, ocorre um aumento dos níveis de desemprego e pobreza nos países ricos e pobres, agravados nestes últimos pelas graves crises econômicas, decorrentes da distribuição de renda deficiente.

As idéias neoliberais, por um lado, são atraentes para solucionar os problemas do mercado, mas, por outro, aprofundam os problemas sociais, não sendo tão atraentes assim para a população. Fica clara, portanto, a dualidade dos efeitos da aplicação deste sistema socioeconômico. 



Escrito por jackie tequila às 18:16
[] [envie esta mensagem
] []





Disparidades da Terceira Revolução Industrial nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos:

 

Anteriormente, a terceira revolução industrial ocorreram crises financeiras, como a crise do petróleo e a queda na produtividade e na rentabilidade das empresas por todo o mundo, devido principalmente ao desenvolvimento de novas tecnologias e a internacionalização da economia.

Na Terceira Revolução Industrial, os lucros obtidos pelas empresas multinacionais, os investimentos estrangeiros (na área produtiva e financeira), os empréstimos, os pagamentos de juros de dívidas externas, possibilitaram uma maior circulação de capital entre os países. Nos países desenvolvidos, onde existe uma expansão de capital o qual podem se adaptar aos mais diversos investimentos e a transformação nos processos produtivos, o conhecimento passa a ser uma valiosa mercadoria de forma a aumentar a produtividade e reduzir os custos de uma empresa, assim como, aumentar a competitividade, concentração e modernização de empresas.

Esses investimentos estrangeiros têm como prioridade de destino os países desenvolvidos, apesar de terem alcançado crescimento nos países emergentes. Isso se dá sob a forma principalmente de investimentos financeiros, já que os países emergentes costumam apresentar maiores taxas de juros (como forma, inclusive, de financiar o estado) e menos fatores de estabilidade e previsibilidade econômica, o que inibe investimentos produtivos devido à alta rentabilidade e mobilidade dos primeiros.

De acordo com Milton Santos, o espaço mundial, no contexto da Terceira Revolução Industrial, é denominado um meio técnico-científico-informacional. Com a ascensão das redes de infra-estrutura, aumento da produtividade das empresas, os mais diversos setores econômicos totalmente informatizados, o meio geográfico começa a apresentar  um crescimento da técnica, da ciência e da informação, porém esses fatores não estão distribuídos de maneira igualitária no espaço geográfico mundial, pois sua presença não é tão expressiva nos países subdesenvolvidos, basicamente de economia primária, de maneira um pouco irregular nos países emergentes e de forma bastante expressiva nos países desenvolvidos.

Os efeitos dessa constatação de Milton Santos são bastante claros. A dificuldade de inserção dos países periféricos nessa nova lógica tende a agravar as disparidades econômicas e a dependência em relação aos países centrais e agravar também as contradições sociais internas destes países, concentrando mais a renda e deteriorando a qualidade de vida da população que não pode ter acesso pleno aos serviços básicos privados, já que o Estado tem se mostrado, em geral, menos presente na prestação destes. 

Nos países subdesenvolvidos, a terceira revolução industrial ocorre de forma mais lenta, pois a economia destes países não tem o poder de se adequar e de suportar tão rapidamente as mudanças referentes ao universo industrial, como não terem base tecnológica avançada e não produzirem bens de alto valor. estes países não detinham capitais nem incentivos para modernizar seus parques industriais e se adequarem tecnologicamente.Esses países também eram aqueles em que as empresas multinacionais se instalavam para depois enviar seus lucros para os seus países de origem, países estes desenvolvidos. 

 

 

 

Tipos de indústrias mais vigentes na década de 1980 até os dias atuais:

 

Nos dias de hoje, a ciência está relacionada às atividades industriais e algumas atividades econômicas, como: pecuária, agricultura , indústria  e prestação de serviços. Esta relação é muito importante porque o desenvolvimento tecnológico e científico, para as empresas, , implica na criação de novos produtos e na redução de custos, fazendo com que elas possam competir num mercado que está cada vez mais concorrido.

A pesquisa científica aliada a novos produtos desenvolvidos passou a ser parte estratégica do planejamento do Estado, a fim de promover um maior desenvolvimento econômico. Essa estratégia já pôde ser vista no período da Guerra Fria, onde a tecnologia investida estava voltada para a corrida armamentista e torna-se mais evidente nos tempos atuais, quando a tecnologia volta-se majoritariamente para a conquista de mercados com novos produtos e/ou redução de custos com aumento de produtividade e lucro.

O microcomputador, o software, a telemática, a microeletrônica, a engenharia genética, telecomunicações e a robótica são os principais tipos de indústria vigentes no período compreendido entre a década de 1980 até os dias de hoje, ou seja, indústrias de alta tecnologia empregada. Esses tipos de indústrias têm mudado de forma radical as relações internacionais e os processos produtivos caracterizados no sistema fabril incorporados pela Primeira Revolução Industrial, possibilitando o surgimento de novos produtos e o uso de matérias-primas novas e fontes de energia diferentes além da caracterização de novas relações de produção, aonde o homem vem perdendo importância na fabricação direta do objeto. Tais indústrias têm utilizado matérias-primas sintéticas, tais como fibras de poliéster, borracha, náilon e novos tipos de ligas metálicas (manipuladas com precisão cada vez maior devido a avanços nesses ramos industriais citados), produtos muitas vezes originários de fontes não-renováveis, ao mesmo tempo em que cresce a importância da tecnologia voltada para a sustentabilidade da produção, mesmo que de maneira pouco comprometida com a real questão ambiental.

Os países desenvolvidos, passam então a desenvolver, em seu próprio território, as matérias-primas através dos recursos sintéticos, não dependendo mais dessa produção antes realizada em países subdesenvolvidos, o que pode ser um fator preocupante tanto para a natureza, quanto para os próprios países subdesenvolvidos, que perdem os investimentos advindos de empresas multinacionais, a partir  da extração de matéria-prima.

 

 

 

 

Deslocamento, cada vez mais acentuado, das indústrias de países desenvolvidos para países subdesenvolvidos e emergentes:

 

As indústrias estão localizadas de forma desigual ao redor do mundo porque tendem a se instalar em locais onde possam encontrar certas facilidades como incentivo fiscal, mão-de-obra barata e abundante (além de despolitizada), fontes de energia diversas, grande disponibilidade de recursos hídricos, grande quantidade de matérias-primas, entre outras; é por isso que países desenvolvidos buscam os países subdesenvolvidos e emergentes por eles deterem essa gama de facilidades. Essa dispersão faz com que somente as fábricas se instalem nesses países onde encontram tais facilidades, porém suas sedes empresariais permanecem em seus países de origem considerando sempre fatores de estabilidade econômica, de vantagens em relação ao investimento financeiro, lucratividade, e os outros citados acima.. Esse deslocamento promove vantagens para os países de destino das fábricas como a criação de empregos e infra-estrutura, mas também trazem desvantagens como a degradação ambiental e a exploração da mão-de-obra.

Portanto, é notável um movimento no sentido de garantir aos países centrais e suas empresas lucratividade, vantagens competitivas e menores danos ambientais, garantindo ainda remessa de capital em direção à origem do investimento. Isso se dá através da necessidade dos periféricos de atrair investimento produtivo (que gera emprego, renda etc.) e de influência política, tanto dos desenvolvidos no sentido de pressionar os subdesenvolvidos a submeter-se aos prejuízos trazidos por essa desconcentração industrial, tanto internamente nos subdesenvolvidos, devido às necessidades destes e à constante competição fiscal interna nestes, onde o Brasil é um exemplo clássico. 

 

 

 

Conclusão:

 

            Através da globalização, as atividades industrias se beneficiaram com a integração mundial, novas tecnologias, redução dos custos, etc. Porém, o processo de globalização possui contradições. Uma de suas principais características é a redução das distâncias, com a formação de um mundo cada vez “menor”, no entanto ficou claro um aumento das distâncias entre países desenvolvidos, que possuem tecnologia para aperfeiçoar seu parque industrial, e os países subdesenvolvidos.

            Outro ponto é a descentralização do processo produtivo com a característica de economia de rede. Porém, o controle e as decisões estão cada vez mais concentrados nos países desenvolvidos. Ou seja, a sede das empresas continuam no país de origem, que na maioria das vezes é um país desenvolvido.

            A tendência no setor industrial é cada vez mais utilizar tecnologia de ponta para baratear seus custos maximizando os lucros através da cadeia de produção, integração cada vez maior no comércio mundial através de uma rede global e investimento em mão-de-obra altamente qualificada em tecnologia.

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

FARAH JÚNIOR, Moisés Francisco. A Terceira Revolução Industrial e o Novo Paradigma Produtivo: Algumas Considerações sobre o Desenvolvimento Industrial Brasileiro no anos 90. Disponível em: http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/revista_da_fae/fae_v3_n2/a_terceira_revolucao_industrial.pdf . Acesso em: 1 maio 2008.

GORENDER, Jacob. Globalização, tecnologia e relações de trabalho. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php. Acesso em: 30 abr. 2008.

HIRST, Paul; THOMPSOM, Grahame. Globalização em questão. Petrópolis: Vozes, 1998.

GEORGE, Pierre. Geografia Econômica. Presses Universitaires de France, 5ª Edição, 1970. Paris, França. 6ª Edição, Brasil, 1973.

GUIMARÃES, Eduardo Augusto. Abertura econômica, estabilização e política industrial. In: VELLOSO, João Paulo dos

Reis. (Org.) O real e o futuro da economia. Rio de Janeiro : José Olímpio, 1995.

HARVEY, David. A condição pós-moderna. São Paulo : Loyola, 1992.

IANNI, Otavio.

 



Escrito por jackie tequila às 18:15
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]